sexta-feira, junho 08, 2007

# PERCURSO II #







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# PERCURSO I #









Apresentação Pública
Projecto de colaborações multidisciplinares, que acontece em diferentes fases, nas quais se procura abordar os mecanismos inerentes à própria ideia de apresentação pública no contexto do espectáculo.Continuar com o percurso www.publicpresentation.blogspot.com

quarta-feira, maio 23, 2007

# EXPOSIÇÃO #



10 ESPECTÁCULOS 10 MULHERES
INAUGURAÇÃO EXPOSIÇÃO 26 MAIO 2007 ÁS 21H.30

ESPAÇO IMERGE
RUA SANTA CATARINA,777
DE 26 MAIO A 23 JUNHO
DE SEGUNDA A SABÁDO DAS 14H ÁS 19H

segunda-feira, maio 21, 2007

# a grafia do corpo emoldurou-te #




“o amor é algo que sentimos realmente apenas por alguns seres humanos em particular,de entre todos aqueles que conhecemos na realidade e na nossa imaginação...

“O fascínio do amor não correspondido reside na identidade entre aquilo a que Pavese chama «o estilo perfeito » e um eu forte, indiferente e absolutamente isolado. «O estilo perfeito nasce da indiferença total», escreve Pavese no seu diário de 1940. «Talvez seja essa a razão por que amamos sempre loucamente alguém que nos trata com indiferença; por representar para nós o “estilo”, o fascínio de classe,tudo o que é desejável».

Susan Sontag
Contra a Interpretação
e outros ensaio

# PUUUUOOOORRRTO 2007 #





























sexta-feira, maio 11, 2007

sexta-feira, abril 27, 2007

sábado, abril 21, 2007

ENTRE A PENSÃO E A CARRINHA






















Primeiros dias depois de terem ficado sem o acampamento,no Freixo,cidade do Porto,mesmo aqui ao lado, ABRIL 2007

# BRANCOS ESTÚPIDOS #


PORTUGAL SACRO-PROFANO
LUGAR ONDE


Neste país sem olhos e sem boca
Hábito dos rios castanheiros costumados
país palavra húmida e translúcida
palavra tensa e densa com certa espessura
(pátria de palavra apenas tem a superfície)
Os comboios são mansos têm dorsos alvos
engolem povoados limpamente
tiram gente de aqui põem-na ali
retalham os camps congregam-se
dividem-se nas várias direcções
e os homens dão-lhes boas digestões:
cordeiros de metal ou talvez grilos
que mãe aperta ao peito os filhos ao ouvi-los?
Neste país do espaço raso do silêncio e solidão
Solidão da vidraça solidão da chuva
País natal dos barcos e do mar
Do preto como cor profissional
dos templos onde a devoção se multiplica em luzes
do natal que há no mar da póvoa de varzim
país do sino objecto inútil
única coisa a mais sobre estes dias
Aqui é que eu coisa feita de dias única razão
vou polindo o poema sensação de segurança
com a saúde de um grito ao sol
combalido tirito imito a dor
de se poder estar só e haver casas
cuidados mastigados coisas sérias
o bafo sobre o aço como vento na água
País poema homem
Matéria para mais esquecimento
do fundo deste dia solitário e triste
após as sucessivas quebras de calor
antes da morte pequena celular e muito pessoal
natural como descer da camioneta ao fim da rua
neste país sem olhos e sem boca
Eugénio de Andrade
Antologia Pessoal da Poesia PortuguesaCampos das letras