
domingo, agosto 19, 2007
sexta-feira, agosto 17, 2007
# Exposição Rock no rolo na 16ª Edição Noites Ritual no Palácio de Cristal#









Rock no rolo
Exposição fotográfica de Paulo Pimenta
Na noite perfeita, há um momento tão solene como o último passo arrastado da tartaruga, exausta, perna curta. Nesse preciso instante, alguém arrisca dizer quem é melhor: ela, não a lebre. Alguém, pelo menos alguém, fica emocionado e solta um grito que julga mais ninguém ter ouvido. Na noite perfeita, continua a haver momentos solenes, mas a velocidade, lenta como a lebre, transformou-os em números de série, em ovações. Os palcos são mais largos, mais bem apetrechados, são mais. O rock, as bandas, são profissionais. Os rolos foram desmembrados e as tirinhas de negativo engavetadas ao lado dos posters dobrados em quatro, da colecção de revistas e de meia dúzia de singles pelos quais nunca realmente ninguém se interessou. Já não se usa. O tiro de partida também não. Já não se dá. Não é prático, não é económico, é ruidoso, não se vê logo. É demasiado pouco digital. Trinta bandas, seis rolos por banda, 36 momentos por rolo, meia hora para cada revelação, meia vida. É o tempo de rebobinar, de trocar o carregador e apontar mais rápido do que a própria tartaruga. O concerto não foge. Algures, o momento solene ainda lá está. O ângulo obtuso de Paulo Furtado, os cabelos longos de Miguel Guedes, Carlos Vieira do lado de lá, David Pontes com falta de gravidade, Manuela Azevedo no pedestal, Nando em trajes menores. A imagem está na cabeça e só mais tarde, o fotógrafo, impaciente, irá ter com ela. Para o bem ou para o mal, o que tiver ficado na imagem é o que ficará na memória. Nunca vamos voltar ao ponto de partida.
Luís Octávio Costa
Exposição fotográfica de Paulo Pimenta
Na noite perfeita, há um momento tão solene como o último passo arrastado da tartaruga, exausta, perna curta. Nesse preciso instante, alguém arrisca dizer quem é melhor: ela, não a lebre. Alguém, pelo menos alguém, fica emocionado e solta um grito que julga mais ninguém ter ouvido. Na noite perfeita, continua a haver momentos solenes, mas a velocidade, lenta como a lebre, transformou-os em números de série, em ovações. Os palcos são mais largos, mais bem apetrechados, são mais. O rock, as bandas, são profissionais. Os rolos foram desmembrados e as tirinhas de negativo engavetadas ao lado dos posters dobrados em quatro, da colecção de revistas e de meia dúzia de singles pelos quais nunca realmente ninguém se interessou. Já não se usa. O tiro de partida também não. Já não se dá. Não é prático, não é económico, é ruidoso, não se vê logo. É demasiado pouco digital. Trinta bandas, seis rolos por banda, 36 momentos por rolo, meia hora para cada revelação, meia vida. É o tempo de rebobinar, de trocar o carregador e apontar mais rápido do que a própria tartaruga. O concerto não foge. Algures, o momento solene ainda lá está. O ângulo obtuso de Paulo Furtado, os cabelos longos de Miguel Guedes, Carlos Vieira do lado de lá, David Pontes com falta de gravidade, Manuela Azevedo no pedestal, Nando em trajes menores. A imagem está na cabeça e só mais tarde, o fotógrafo, impaciente, irá ter com ela. Para o bem ou para o mal, o que tiver ficado na imagem é o que ficará na memória. Nunca vamos voltar ao ponto de partida.
Luís Octávio Costa
ROCK NO ROLO - EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA DE PAULO PIMENTA
SALA VIP DO PAVILHÃO ROSA MOTA
(Sex. 24: 17h30 – 01h00 Sáb. 25: 15h00 – 19h30 e 21h30 – 01h00)
Fotografou os Cães Vadios nos Jardins do Palácio de Cristal, em 1995, os Blasted Mechanism no Cais da Alfândega, em 1997, e acumulou quilómetros de filme com W.C. Noise, Raspadura, Mind da Gap, Ornatos Violeta, Zen, Clã... Com a exposição Rock no Rolo, Paulo Pimenta, fotojornalista do jornal Público, recupera os melhores momentos dos melhores anos do Festival Noites Ritual.
SALA VIP DO PAVILHÃO ROSA MOTA
(Sex. 24: 17h30 – 01h00 Sáb. 25: 15h00 – 19h30 e 21h30 – 01h00)
Fotografou os Cães Vadios nos Jardins do Palácio de Cristal, em 1995, os Blasted Mechanism no Cais da Alfândega, em 1997, e acumulou quilómetros de filme com W.C. Noise, Raspadura, Mind da Gap, Ornatos Violeta, Zen, Clã... Com a exposição Rock no Rolo, Paulo Pimenta, fotojornalista do jornal Público, recupera os melhores momentos dos melhores anos do Festival Noites Ritual.
quinta-feira, agosto 16, 2007
segunda-feira, agosto 06, 2007
# VOU AO PORTO #






PROJECTO FOTOGRÁFICO
Na zona oriental do Porto cruzam-se auto-estradas e quintais, bairros sociaisdegradados e amplas alamedas arborizadas. Quem por lá passa não acredita queestá no Porto. Quem por lá mora também não. Quando saem do seu bairro aspessoas dizem “vou ao Porto”.O Visões Úteis andou por lá de táxi com o espectáculo "O Resto do Mundo".Agora o olhar foca-se nas pessoas, mais do que nas ruas.Dez famílias, de São Pedro do Azevedo, Lagarteiro, Cerco do Porto e São Joãode Deus, retratadas onde moram, no local de origem e no Porto que desejam.Retratos de família "a caminho do resto do mundo".
Na zona oriental do Porto cruzam-se auto-estradas e quintais, bairros sociaisdegradados e amplas alamedas arborizadas. Quem por lá passa não acredita queestá no Porto. Quem por lá mora também não. Quando saem do seu bairro aspessoas dizem “vou ao Porto”.O Visões Úteis andou por lá de táxi com o espectáculo "O Resto do Mundo".Agora o olhar foca-se nas pessoas, mais do que nas ruas.Dez famílias, de São Pedro do Azevedo, Lagarteiro, Cerco do Porto e São Joãode Deus, retratadas onde moram, no local de origem e no Porto que desejam.Retratos de família "a caminho do resto do mundo".
domingo, julho 29, 2007
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