
quinta-feira, junho 04, 2009
segunda-feira, junho 01, 2009
# IMPERIUM - LA FURA DELS BAUS #





O submundo da submissão
O corpo é aprisionado por uma camada de plástico que se cola à pele, cobre a cabeça e deixa a humanidade sem fôlego. O Mundo é um campo de batalha. Os mais fracos são calcados pelos pés pesados do poder e sacrificados pelas mãos de quem domina. O corpo, sempre o corpo, é a principal vítima. E o Mundo continua a ser um espaço de luta, confronto, conflito. A espada permanece nas mãos de quem manda até ao momento da revolta. Mais luta, mais dor, mais marcas. A guerra continua até ao último suspiro, ninguém fica de pé e a espada passa de mão em mão, na sombra do poder.Tudo acontece num recinto fechado, sem escapatória possível, para um público que corre e envolve-se nesse protesto contra as diferentes faces do imperialismo. A batalha não dá descanso, a vingança serve-se à força. Um espectáculo à La Fura: que revolve as entranhas e estremece o corpo.
O corpo é aprisionado por uma camada de plástico que se cola à pele, cobre a cabeça e deixa a humanidade sem fôlego. O Mundo é um campo de batalha. Os mais fracos são calcados pelos pés pesados do poder e sacrificados pelas mãos de quem domina. O corpo, sempre o corpo, é a principal vítima. E o Mundo continua a ser um espaço de luta, confronto, conflito. A espada permanece nas mãos de quem manda até ao momento da revolta. Mais luta, mais dor, mais marcas. A guerra continua até ao último suspiro, ninguém fica de pé e a espada passa de mão em mão, na sombra do poder.Tudo acontece num recinto fechado, sem escapatória possível, para um público que corre e envolve-se nesse protesto contra as diferentes faces do imperialismo. A batalha não dá descanso, a vingança serve-se à força. Um espectáculo à La Fura: que revolve as entranhas e estremece o corpo.
Festival Imaginarius Santa Maria da Feira
Sara Dias Oliveira
quarta-feira, maio 27, 2009
# RECORDAR...#
“As imagens dizem:Isto é o que seres humanos são capazezes de fazer – podem
oferecer-se para fazer, entusiasticamente, convictamente.Não o esqueçam.
Não é de modo nenhum o mesmo que pedir às pessoas para se lembrarem de algum surto do mal particularmente monstruoso.(«Nunca se esqueçam.»)
Talvez se atribua demasiado valor à memória, e não o suficiente à inteligência.Recordar é um acto ético,tem valor ético em si mesmo e por si.”
Susan Sontag
Olhando o Sofrimento dos Outros

oferecer-se para fazer, entusiasticamente, convictamente.Não o esqueçam.
Não é de modo nenhum o mesmo que pedir às pessoas para se lembrarem de algum surto do mal particularmente monstruoso.(«Nunca se esqueçam.»)
Talvez se atribua demasiado valor à memória, e não o suficiente à inteligência.Recordar é um acto ético,tem valor ético em si mesmo e por si.”
Susan Sontag
Olhando o Sofrimento dos Outros

sexta-feira, maio 15, 2009
# Mais braço, menos braço - 9 #
Nikita descoberta a peregrinar em Fátima
Ainda é pouco conhecida do público, mas Nikita não passou despercebida a qualquer das pessoas que com ela se cruzaram. O Uz descobriu-a a milhares de quilómetros de casa, em Portugal, perdida no meio de milhares de anónimos que seguiam, a pé, em direcção a Fátima. Compenetrada, silenciosa, Nikita não quis revelar o que a levou ali. Se era promessa, devoção ou curiosidade. Entrevistas, só depois do filme. Durante três dias, o Uz acompanhou uma Nikita fugidia, por caminhos esconsos, até ao Santuário. Aí, refugiou-se entre a multidão e, mais uma vez, desapareceu, depois de se despedir da imagem de Fátima, agitando lentamente um lenço negro.
Para o Uz, Tatiana Irianova

Ainda é pouco conhecida do público, mas Nikita não passou despercebida a qualquer das pessoas que com ela se cruzaram. O Uz descobriu-a a milhares de quilómetros de casa, em Portugal, perdida no meio de milhares de anónimos que seguiam, a pé, em direcção a Fátima. Compenetrada, silenciosa, Nikita não quis revelar o que a levou ali. Se era promessa, devoção ou curiosidade. Entrevistas, só depois do filme. Durante três dias, o Uz acompanhou uma Nikita fugidia, por caminhos esconsos, até ao Santuário. Aí, refugiou-se entre a multidão e, mais uma vez, desapareceu, depois de se despedir da imagem de Fátima, agitando lentamente um lenço negro.
Para o Uz, Tatiana Irianova

terça-feira, maio 12, 2009
sexta-feira, maio 08, 2009
# Crónica de um Naufrágio Anunciado II #


E quando o Inverno termina e a luz do entardecer desenha sombras profundas na areia? Tu sabes: a praia está semeada de sapatos abandonados que são como corpos cansados pela sofreguidão da cópula; os areais estão ainda desertos e esses melancólicos sapatos (desirmanados, solteiros, solitários) são as testemunhas que restam dos dias em que os casais se aproximam demais da rebentação das ondas, do lume que há no meio da tempestade, e abandonam as roupas ao temporal e o calçado à turbulência das vagas. São náufragos, sim, esses sapatos, mas não foram vítimas do mar – são apenas a delicada razão pela qual trazes sempre um pé descalço quando chega o Verão.
Manuel Jorge Marmelo
Manuel Jorge Marmelo
quinta-feira, maio 07, 2009
# Mais braço, menos braço - 8 #
Ele disse
- Vai-te matar
E eu disse
- Vai tu
E não voltei a pensar nisso.
Hoje fui ao e-mail, vi as fotografias da miúda que vai substituir a Valéria no filme e pensei: isto está mesmo a acontecer. As ameaças não são a ameaça. A ameaça é ela, e a vida continua.
Portanto, se ele me voltar a dizer
- Vai-te matar
Agora eu digo
- Está bem. Sempre andei com cianeto no bilhete de identidade.
M.A.

- Vai-te matar
E eu disse
- Vai tu
E não voltei a pensar nisso.
Hoje fui ao e-mail, vi as fotografias da miúda que vai substituir a Valéria no filme e pensei: isto está mesmo a acontecer. As ameaças não são a ameaça. A ameaça é ela, e a vida continua.
Portanto, se ele me voltar a dizer
- Vai-te matar
Agora eu digo
- Está bem. Sempre andei com cianeto no bilhete de identidade.
M.A.

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