quinta-feira, agosto 30, 2012

# Festival Varandas #

vou estar no Festival com um trababalho "Caminhando Pelo Porto"
Dia 31 Agosto o Festival Varandas leva poesia até ao Largo Montepellier (cimo da Rua da Picaria).
Sexta-feira, às 22h00,
 o Porto estará nas vozes de Aurora Gaia, David Morais Cardoso, João Arezes e Mirró Pereira, e na fotoplastia de Paulo Pimenta. 02 03 04 05 06 07 09 10

sábado, agosto 11, 2012

# Exposição em Paredes De Coura #

Terça-Feira , 14 Agosto 2012, no Centro Cultural de Paredes Coura,
 Inauguração da
Exposição "O Meu Paredes De Coura"
das 10 as 18h ate ao dia 18 Agosto #PP_PAREDES_58 #PP_COURA_60 #PP_PAREDES_75 #PP_PAREDES_64 #PP_PAREDES_93 06

segunda-feira, agosto 06, 2012

# Memória_01 #

Diz frases como :"Só tu é que achas que o amor não é lindo.Para quem sabe amar e para quem sabe viver, a vida é bela"Sónia Nunes
Protagonista no documentário "obrigado" de João Canijo 01 02 03 04

terça-feira, junho 19, 2012

O silêncio dos inocentes

#PP_CRISE_01 #PP_CRISE_02 #PP_CRISE_03 #PP_CRISE_04 #PP_CRISE_05 #PP_CRISE_06 #PP_CRISE_07 #PP_CRISE_08 #PP_CRISE_09 #PP_CRISE_10 #PP_CRISE_11

 O país, parece, vivia acima das suas possibilidades. Não era eu, não eras tu, não era o pequeno comerciante que arriscou montar um negócio modesto, nem o homem que agora se encolhe sob o caixote que já serviu para guardar os lençóis que ele não tem. Era o país. E o país está agora a ser posto nos eixos, a ganhar juizinho, a apertar o cinto e a aprender com quantas letras se escreve austeridade. Não são os bancos, não são as grandes empresas, não são os que lucraram com as negociatas das últimas décadas. É o país abstracto e são as pessoas concretas que vão ficando ainda com menos do que tinham antes, absolutamente ignorantes do invisível luxo que esbanjavam, vivendo de acordo com expectativas cada vez mais baixas. O país é uma loja fechada, mais uma montra cega e outro homem abrigando-se precariamente debaixo do lixo que consiga encontrar. Passou um ano e resistir é cada vez mais uma palavra como as outras, escrita numa parede qualquer, silenciosa e fria como uma caixa registadora vazia ou um país que aprende a estar caladinho e quieto à espera de que a tempestade passe.
Manuel Jorge Marmelo

sexta-feira, junho 01, 2012

Aday.org, 15 Maio - o dia que passei a fotografar a Luísa.

Fui um dos seis portugueses a participar na primeira selecção do projecto que, aos poucos e até ao final do mês de Junho, arquivará online cerca de 100 mil fotografias em representação de 170 países.


Ter participado neste projecto foi um grande momento, pois pude passar o dia fotografar a minha irmã, e sabia que este seria um enorme desafio, já que a Luísa está na instituição Nuno Silveira – Apoio a Deficientes de Gondomar e prefere aproveitar o nosso tempo juntos para passear.

Viver o seu dia normal foi fantástico, pois tive a oportunidade de lidar mais de perto com o espaço onde a minha irmã vive, convive e é tratada com carinho pelos amigos e pessoas que lá trabalham. Ali, todos funcionam como uma família, e poder partilhar essa vivência foi um dos momentos mais importantes para mim.

Vivi de perto e fotografei a minha irmã, partilhei com ela um dos seus dias normais, não só na instituição, mas com tudo o que costumamos fazer quando a vou buscar e a levo à praia, a passear, ao cabeleireiro, a almoçar, a jantar, a caminhar, a visitar amigos e a ama.

Foi um grande dia para nós, que fez com que eu me sentisse ainda mais parte do seu quotidiano, no seu espaço, mais feliz com ela e com as pessoas que todos os dias convivem com a Luísa. O dia 15 Maio ficará no meu coração como um dia especial, por ter podido passá-lo a fotografar a minha irmã e me relembrar, assim, de forma ainda mais profunda, o quanto é importante tê-la na minha vida.


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terça-feira, abril 17, 2012

# Inauguração da Exposição Histórias Fora de Palco do Grupo de Teatro Crinabel #

Lisboa, 27 MARÇO 2012
Obrigado a todos, muito OBRIGADO

A dádiva

O nosso espaço é uma coisa sagrada. É o lugar onde somos nós, sem sombras nem máscaras, e onde só entra quem convidamos a entrar. Para a maior parte de nós, esse convite tornou-se algo banal. Muitas vezes nem pensamos muito nisso. Vêm amigos, conhecidos, familiares, e a todos abrimos a porta. Mas há alguns de nós que são zelosos desse espaço pessoal. Encantado porque é privado, fechado, escondido. Conseguir permissão de acesso nestes casos só pode ser encarado como uma dádiva.
A relação do Paulo Pimenta com o Crinabel Teatro já tem anos. Tem sido construída assente no carinho, no respeito e no sentimento que ele sempre traz de lá de que recebeu muito mais do que aquilo que ofereceu. Quando me pediu para escrever exactamente o que sentia quando olhava as fotografias que compõem a exposição “Histórias Fora de Palco” foi toda essa amálgama de sentimentos que vi, espelhada nos catorze retratos captados pelo Paulo.
O que eu vejo é uma dádiva. E uma enorme ternura. É impossível não sentir a confiança da Ana no fotógrafo, quando se deixa captar assim, deitada entre os cadernos das suas histórias. Uma confiança que se liberta também do abandono ao sol do Tomás, encostado a uma parede pintada. E há (pelo menos eu vejo-o) uma enorme cumplicidade no riso de António, deitado na cama, no grito largo da Ana Isabel ou no abraço com que a Carolina rodeia a sua caixa de cartas de amor...
Não posso deixar de sentir que todos eles estão a franquear ao Paulo o acesso a um espaço, físico ou mental, que está vedado à maior parte das pessoas. Ele retribuiu-lhes com retratos belos e sensíveis. Mas não tenho qualquer dúvida que o Paulo sabe o privilégio que lhe foi dado, ao deixarem-no entrar, assim, na intimidade do Sérgio, do Rui, da Andreia, do Filipe, do João, da Manuela ou da Joana (que ele diz, com tristeza, “já partiu”). E, se lhe perguntarem, tenho a certeza que, mais uma vez, o Paulo irá dizer que os elementos do Crinabel Teatro lhe deram infinitamente mais do que aquilo que ele lhes está a oferecer.
Patrícia Carvalho


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