segunda-feira, dezembro 17, 2012

# 17 Dezembro 2007 #

#PP_5_01#PP_5_02#PP_5_03#PP_5_04
17 Dezembro 2012
Miramar  a mirar o mar
Um Grande Sorriso para Ti

"A morte desfaz constantemente os pensamentos que tão laboriosamente fomos tecendo ao longo das nossa vidas"
Jonathan Harvey

segunda-feira, dezembro 10, 2012

# Continuação com o Projecto Crinabel #

Crinabel Teatro Sala Branca, a partir de Harold Pinter
Lisboa,04 Dezembro 2012 010312101514171820
Ver o resto do trabalho
http://www.publico.pt/multimedia/soundslide/crinabel-teatro-e-a-necessidade-de-comunicar-12

sexta-feira, novembro 23, 2012

#Exposição No Peninsula #

Apareçam por lá #PP_EXPO_01#PP_EXPO_02#PP_EXPO_03
José Rosinhas
Art Gallery Wall
"PENÍNSULA COM ARTE"
17 de Novembro a 17 Dezembro 2012

sexta-feira, novembro 02, 2012

# Cemitério #

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Digo-te adeus todos os dias e em qualquer lado. Não preciso das pedras esculpidas do cemitério para saber que partiste, nem de uma luz a bruxulear na noite para me lembrar da tua ausência. Ainda assim, de vez em quando, e sempre no dia em que se lembram os mortos, deixo-te um beijo na sepultura. Para o ano, já que nos roubaram o feriado como nos roubaram e roubam tantas outras coisas, não sei se lá poderei ir, dizer-te olá e até logo olhando a tua fotografia a preto a branco. Ficas com o meu beijo no vento, nas folhas das árvores, nas ondas do mar. Algum deles te há-de alcançar. 
Patricia Carvalho

segunda-feira, outubro 22, 2012

# "Começar pelo Fim" #

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Estão todos convidados para a inauguração dia 27 de Outubro, a partir das 16h, na Estação de Metro do Campo 24 de Agosto.


“Começar pelo fim” foi um projecto de colaboração de Cristiana Rocha, Gilberto Oliveira, Teresa Prima e Vera Mota que celebrou o Dia Internacional da Dança com idosos da freguesia do Bonfim. Esta exposição tem como base o trabalho de documentação realizado pelo fotojornalista Paulo Pimenta que, desde o início de 2012, fez um registo fotográfico da zona onde o NEC se insere, e que, mais tarde, acompanhou todo o desenvolvimento do projecto "Começar pelo Fim".

O fim pode ser o princípio.

O que está a começar agora?

Entrada livre

Participantes:

Albertina Conceição, Alexandrina Duarte, Alzira Valente, Américo Silva, Ana Costa, Ana Leopoldina, António Camilo, Armando Carvalho, Beatriz Andrade, Beatriz Bento, Cármen Carvalho, Estrela Pinto, Felismina Oliveira, Fernanda Cravo, Fernanda Melo, Francisca Martinheira, Irene Araújo, Josefina Araújo, Ludovina Vieira, Manuel Rodrigues, Maria José Rocha, Odete Cardoso, Rosa Loureiro, Rosa Monteiro, Rosa Ribeiro.

Uma produção NEC – Núcleo de Experimentação Coreográfica em parceria com: Metro do Porto, S.A.; Biblioteca Pública Municipal do Porto e Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Agradecimentos:

José F. Rocha, Claire Binyon, Dra. Márcia Pereira Neto, Pedro Fortuna, Chicana, Vale Doce, PELE

Apoios:

BPI, Vitalis

domingo, setembro 30, 2012

# O Doméstico já está na Rua com o Festival Manobras #

Um manifesto de estima pelo lugar e pela comunidade apartir do espaço doméstico




Inauguração no dia 28 Setembro até ao dia 07 Outubro
das 12h ás 19h

Festival MANOBRAS

Escadas Dos Guindais

Escadas Do Codeçal

Escadas DA N.Srª.Das Verdades

O Doméstico Saiu à Rua_ um manifesto de estima pelo lugar e pela comunidade

João Gaspar , Monica Loureiro e Paulo Pimenta



A Sé, enquanto lugar e comunidade, encontra-se numa condição de especial isolamento em relação às dinâmicas da Cidade do Porto, até do próprio centro histórico. A condição de património classificado parece não produzir na população desta área uma especial valia ou melhoria das condições de vida; o que resulta numa aparente indiferença da população face a esse valor/classificação. Aliado a outras condições, mais ou menos circunstanciais, é evidente o estado de abandono a vários níveis que se verifica neste património: do devoluto ao negligenciado.

Na intenção de perceber este lugar hoje, num reconhecimento do seu valor, pretende-se explorar aqui a mais permanente das suas facetas, aquela que não é excepcional nem efémera: o quotidiano da sua população a partir e de encontro ao espaço doméstico. O reconhecimento do valor deste interior doméstico é o primeiro dos espaços para a construção da consciência de que esse património a preservar ultrapassa a fachada, ultrapassa a construção edificada. Ele é património social, etnográfico. As pessoas que habitam este lugar são a condição do seu presente. É esse valor que queremos construir nesta acção.

Um Projecto Festival Manobras


SOFÁ D 05 03 04 02 06 08 09 01 07 10

domingo, setembro 23, 2012

# O Doméstico Saiu à Rua #

Um manifesto de estima pelo lugar e pela comunidade apartir  do espaço doméstico

Inauguração no dia 28 Setembro
Festival MANOBRAS
Escadas Dos Guindais
Escadas Do Codeçal
Escadas DA N.Srª.Das  Verdades lala
D.LALA 13/07/2012


«Eu acho que a gente ganha saúde aqui. A minha mãe está no bairro e eu nunca vou para lá, ela é que vem para aqui. E o bairro do Lordelo é muito sossegadinho. A gente aqui não tem mercearia, temos que ir lá em cima à loja ou a Passos Manuel. Mas se me falta alguma coisa, vou ali à vizinha de trás – Olha oh Paula tens aí um bocado de pimenta? – e pronto.»

«A gente põe aqui no pegão as piscinas e a canhalha está aí e não há problema nenhum. A canalha anda aí à vontade. Tenho uma irmã minha que vive bem, tem casa, tem piscina, tem tudo e ela gosta de vir para aqui.»

«Porque é assim, eu quando vim para aqui, a minha casa, eu morava no setenta segundo esquerdo, é uma casa pequena. É aquele lado, eu depois vou lhe mostrar. Só que depois a vizinha do lado direito saiu, e então eu aluguei o lado direito também. O meu marido abriu aquilo ao meio e fiquei então com a casa toda ampla. Tenho os dois números, o setenta o esquerdo e o direito.»

nair
D NAIR_ 26/07/2012


«Foi ali que eu nasci. Nascida e criada ali.»

«O que é antigamente os senhorios era assim, faziam esta aldrabices. O que é roubavam (espaço) a umas para pôr noutras, para fazer duas casas, para ganhar. Faziam estas divisões assim.»

«Antigamente cozinhava-se com fogões de barro. Com o carvão de choça, como se chamava.»

«Os ordenados eram baixos e agora ainda vamos para pior. É o que eu digo, eu torno outra vez ao antigo. Nem que se queira erguer a cabeça, não pode, tem que baixar. Eles cortam as pernas mesmo rente à gente. Mas ninguém reage. Pelo contrário, ainda os ajudam.»

«E olhe foram todos criados aqui, graças a Deus não houve problemas nenhuns. Sempre com respeito.»

«[a minha mãe] Andou a acartar carvão também. Antigamente havia as carquejeiras e ela também andou nisso, naquelas alturas veja lá. Veja lá, aos anos. Foi carquejeira nos carretos do carvão e depois foi para o Grémio da Fruta.»

«Numa casa tão pequenina e as pessoas pensam como é que criou aqui tanta gente.»

    graça
D.GRAÇA 29/06/2012


«O aluguer era trinta euros...que não é nada não é? Depois é que a senhoria, há quatro anos atrás, pensou botar a casa à venda. Como eram dois mil e quatrocentos contos, baratinha, eu comprei. Pedi um empréstimo ao banco e agora andamos a pagar. E para as obras, mas só deu lá para (o andar de) cima o dinheiro, não deu para mais, cá para baixo já não deu. Não chegou. Também tive aqui um homem que andou aí a fazer as obras e levou-me o dinheiro e não acabou o serviço.»

«Pronto, as casas, a maior parte, foram postas à venda, e às vezes ao jantar eu dizia- E se vai tudo embora? Ficamos aqui...- aminha filha dizia- Oh mãe, então ficamos cá nós, que eu daqui não saio, daqui vou para o cemitério.Quando se fez obras, eu andava até à meia-noite, eu mais os meus filhos a acartar o material. Porque é assim, os trolhas...eu é que comprei o material e os trolhas disseram logo – a gente aqui a subir e a descer...- eu disse estais à vontade que nós acartamos.»

«Os senhores podem não se acreditar, os senhores vão ver a minha casa e a minha casa não é nada por aí além. Mas não sabem o gosto que eu tinha quando andava aí nas obras. O gosto que eu tinha em ver a minha casa a melhorar.»

«Nós temos que proteger o que é nosso. Lá está, esta rua é minha.»

«Eu não quero que aconteça nada ao meu quintal. (...) Eu acho que num apartamento eu não me dava a viver. Para já não podia ter nenhum cão. Eu antigamente ainda pus batatas e assim mas eles tiramvam tudo. (...) Os apartamentos parece que são umas gaiolas.»

«O mais novo tem onze anos, e ele brinca muito quintal que ele gosta, anda a mexer na terra e tudo. Mas eu podia deixá-lo andar aqui na rua à vontade porque não há carros nem nada. Não há problema nenhum, não lhe a»contece nada. Só se chateia para andar de bicicleta (devido aos degraus das escadas).

gloria
D. GLÓRIA 15/06/2012


»A parte da casa onde custumo estar mais é aqui, nesta salinha, sala de estar e sala de jantar, neste sofazinho... este sofazinho foi comprado para aqui... É aparte que mais gosto, gosto de todos os bocadinhos que tenho, mas este... »

«De lá fora parece uma coisa e aqui parece outra... Quando entraram ficaram assim... Como quem diz eu tenho tudo.... Chegaram aqui dei-lhe o lanche... Pessoas que eu não conhecia, mas se eram amigos do meu irmão eram meus amigos também.... Até perguntaram à minha sobrinha se tinha cominicado alguma coisa se a agente vinha cá... Apresentei-lhe uma mesa com o fiambrezinho, chorição vinhinho...»

«Com o elevador teve que sairr muita gente que saiu para os bairros, contava vir pra aqui e nunca mais vieram... há muito pouca gente agora...[acerca do funicular]... para o pessoal daqui não dá jeito nehum, ... é raro, só se eu for à ribeira e para não estar a subir muito, venho, subo lá em cima e desço....»

«Estendia (a roupa) no quintal mas agora estendo aqui à.., e já tem servido muita vez, os lençois que ponho alí a secar , de fundo para os estrangeiros tirarem fotografias, eu assim de pijama.. e ando por aí fora, eu não sei por onde, mas ando pelo mundo fora, russia, japão, chineses...»

segunda-feira, setembro 17, 2012

# O Domèstico Saio Á Rua II #

COZINHA_DONA_LALA #PP_MANOBRAS_57 SOFÁ D #PP_MANOBRAS_119 PLANTA D GRAÇA #PP_MANOBRAS_160 O projecto está a chegar á Rua