terça-feira, janeiro 19, 2016

# A Flutuar #

E pronto foi assim o desafio da Rita Fernandes para a preparação da primeira aula de Relaxamento para Grávidas, foi mesmo muito bom fotografar











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Rita Fernandes Terapias e modalidades aquáticas



sexta-feira, janeiro 01, 2016

sexta-feira, novembro 27, 2015

Exposição Colectiva na Fundação José Rodrigues#

Artistas e Poetas "À procura de uma casa para o menino jesus "
Para visitar até ao dia 27 FEV 2016!
 O Menino nas águas da Europa Era uma casa, ele só queria uma casa. Todos os meninos deviam ter casa. Todos os meninos merecem ter casa. É simples, nada difícil de entender. Se há algo que um menino possa fazer para ser feliz, ele fá-lo. E se for demasiado pequeno para o decidir sozinho, espera-se que tenha pais que o façam por ele. Como encontrar uma casa. Por causa dele, desse menino, do menino que é, do que já foi ou do que há-de vir, milhares de pessoas percorrem quilómetros até à sonhada Europa, onde todos os defeitos dos seus sistemas governativos sabem a pouco, a quase nada, àqueles que têm ainda menos. Aos que acordam com as bombas a caírem ao lado, a esventrarem-lhe ruas e vidas. Aos que já não aguentam mais e só querem uma casa. Uma casa num sítio de vida normal. Todos os dias, há demasiados meses, há notícias de meninos, grandes e pequenos, cujas vidas terminam antes de começar. Antes do recomeço sonhado. Morrem pelo caminho, antes de chegarem a casa. “Essas imagens atormentam-me todos os dias”, diz o Paulo, quando fala desta imagem. Este menino não chegou a casa. Mas olhamos para ele e percebemos que estava quase. Há uma rede, montada, certamente, pelos que lhe queriam dificultar a vida, como os governos europeus que vão fechando as portas a quem chega. Uma rede para o travar. Mas alguém abriu buracos na rede e o menino podia esgueirar-se por ali. Era uma rede escancarada para ele. Só que, antes, havia que atravessar a água. E ele não sabe andar sobre as águas. A casa do menino acabou por ser aquela poça-oceano, onde ele já não pode ser feliz. Não se pode desviar o olhar. É proibido. Obrigatório é olhar o menino. Olhar e ver nele todos os outros meninos que estão a caminho. Que já chegaram. Era uma casa. Ele só queria uma casa.
Texto Patricia Carvalho
 Fábrica Social / Fundação Escultor José Rodrigues Rua da Fábrica Social, S/N 4000-201 Porto

quarta-feira, novembro 18, 2015