Até ao Verão passado, Isabel Freitas diz não se ter preocupado muito com as notícias sobre a nacionalização do BPN, porque toda a gente lhe dizia que os depósitos a prazo estavam garantidos. Em Agosto, e dada a redução do salário que sofreu por motivo de lay-off, pediu ao banco para lhe colocar o dinheiro do depósito, que vencia nesse mês, na conta à ordem. E só aí foi informada de que “o dinheiro não estava no banco, tinha sido emprestado a uma empresa chamada SLN Valor”, e que esta só estava a pagar 10 por cento do valor aplicado.
Diz sentir uma imensa revolta. “Ninguém quer saber de nós. Há muitas noites que não durmo bem e decidi avançar para a greve de fome.” Fome e frio, porque afirmava ter a intenção de permanecer a noite na rua, numa tenda que comprou para o efeito. Medo? Só de pessoas com fato e gravata. Rosa Soares/Jornal Público




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