segunda-feira, março 15, 2010

# Andando por...#

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Lisboa Março 2010
Lx, 3 dias


É a minha cidade, e não sei se é a minha cidade. Homens dobrados, embrulhados em panos, encapuçados como na Idade Média. Preto-e-branco, sim, tens toda a razão. Esta cidade é a preto-e-branco: onde foi que a perdemos?

No pátio dos antigos inquisidores, as placas pedem desculpa por há 500 anos, e aqueles que estão vivos agora sentam-se a olhar para nada e ninguém os vê. Africanos no pátio, nas escadas de pedra, nas escadas rolantes, no banco de metro com um cartaz por cima a dizer Soul. Muçulmanos de barretinho e túnica que à sexta se curvam em vãos-de-escada ali para trás, Rua de São José, Martim Moniz, Mouraria. E na colina o castelo de mentira, com as suas bandeiras mata-mouros, tão airoso. E cá em baixo o triunfo da banca, a hipoteca, a bancarrota, nós mesmos, com pedrinhas de calçada, calçadinha, e bancos de pedra design. Que alguém durma, pelo menos. Venha o sono e acordemos noutro lugar.

Ruínas e portas entaipadas, braços fechados a quem chega. Mas não nos lembramos de quem somos, não nos lembramos de quando partimos, Paris, Newark, Caracas, o mundo?

Um gato ao sol, afortunado, seja.

2 comentários:

sandra costa disse...

Muito bom o trabalho. Parabéns!

luis disse...

Tal como observar uma foto da nasa da constelação de Orion dá que pensar, também as tuas são universais, meditativas, interiormente galácticas...

Parabéns,
continua!

Luís Geraldo